PROFESSOR
Edson Luís Moura Corassi, professor licenciado em Geografia (plena).Disciplina Específica da Licenciatura: • Geografia • Geografia Suplência • Geografia Geral • Geografia do Brasil • Geografia Humana • Geografia Física • Geociencias • Geografia Aplicada • Geografia Regional • Geografia Turística • Geoeconomia • Geopolítica • Geografia - Cartografia • Atualidades em Geografia Professor de história I, EMC, OSPB. - Especialista em cursinhos pré-vestibular. Sagitariano, Cristão, São Paulino,. PESQUISE
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domingo, 4 de outubro de 2009
GEOPOLITICA (ATUALIDADES)
GEOPOLITICA MUNDIAL. Coréia do Norte Com suas bombas nucleares, Coréia abala a geopolíticaA inesperada explosão subterrânea de uma bomba atômica pela Coréia do Norte, em 9 de outubro de 2006, provocou muito mais abalos políticos do que sísmicos. Até mesmo a China, tradicional aliada dos norte-coreanos, posicionou-se contrariamente ao governo de Pyongyang, a capital da República Popular Democrática da Coréia - nome oficial do mais novo membro do pequeno grupo de países que possuem armas nucleares.
Por que um país pequeno e pobre como a Coréia do Norte desenvolveu um programa nuclear com finalidades bélicas? O que leva seu teste com uma bomba atômica a provocar apreensão em países tão diversos quanto os Estados Unidos e a Rússia? E como a própria China e o Japão, adversários tradicionais, se uniram para protestar e propor sanções contra os norte-coreanos?
Evidentemente, a existência e proliferação de armas nucleares em qualquer país mundo já é motivo suficiente de preocupações e temores. Entretanto, para compreender melhor a questão da Coréia do Norte, é preciso conhecer a história desse país e a sua inserção no mundo e no Sudeste asiático, onde ele se localiza. Para isso, é preciso recuar no tempo até o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Guerra friaNeste ano, a Coréia viu-se livre a invasão japonesa, mas os seus libertadores, a União Soviética, ao Norte, e os Estados Unidos, ao Sul, embora aliados contra o Eixo Alemanha-Itália-Japão, eram rivais na influência que pretendiam exercer no mundo do pós-guerra. Representavam sistemas econômico-políticos antagônicos: o comunismo e o capitalismo.
EUA e URSS dividiram a Coréia de acordo com seus próprios interesses geopolíticos, sem prestar grande atenção aos anseios coreanos. Era o início da chamada Guerra Fria entre as duas nações que emergiram da Segunda Guerra como grande potências militares.
Até a década de 1990, quando ocorreu o colapso da URSS, os dois países (e regimes) se enfrentariam indiretamente em diversos locais do planeta, evitando um confronto direto. Como as duas potências dispunham de grandes arsenais nucleares, uma guerra entre elas podia significar - literalmente - o fim do mundo. Paralelo 38No norte da Coréia, a influência soviética se traduziu na implantação de um regime comunista e na proclamação da República Democrática Popular da Coréia em setembro de 1948, liderada pelo secretário-geral do Partido dos Trabalhadores Norte-coreanos, Kim Il-Sung. A península coreana foi dividida no paralelo 38, ao sul do qual os Estados Unidos apoiaram o regime nacionalista de Singman Rhee, eleito o primeiro presidente da República da Coréia (ou Coréia do Sul).
Entre 1948 e 1949, apesar da tensão entre as duas Coréias, EUA e URSS retiraram suas tropas da região, mas quem apostava na permanência de uma situação pacífica entre os coreanos do norte e do sul viu suas expectativas frustradas em 1950.
Nesse ano, tropas norte-coreanas, com apoio soviético e chinês, atravessaram o paralelo 38, invadindo a Coréia do Sul e dando início a uma guerra que se estenderia até 1953. A Organização das Nações Unidas condenou a invasão, o que permitiu aos Estados Unidos enviarem tropas em socorro dos sul-coreanos. Para evitar a derrota da Coréia do Norte, a China engajou suas tropas no conflito.
A intervenção chinesa fez a situação voltar à que havia em 1949, com a Coréia do Norte e a do Sul divididas pelo paralelo 38 e adotando, respectivamente, regimes comunista e capitalista. A partir daí, o desenvolvimento político e econômico dos dois países tomou rumos divergentes. Dois modelosNa Coréia do Norte, implantou-se uma ditadura comandada por Kim Il-Sung até 1980, quando o poder passou às mãos de seu filho Kim Jong-Il. O regime se tornou autoritário, repressivo e cada vez mais militarizado. Com isso, a economia norte-coreana desandou. Considerada mais desenvolvida que seu vizinho do Sul até o começo da gestão Jong-Il, a Coréia do Norte vive desde então em permanente crise econômica.
Sua indústria (à exceção da bélica) declinou, o país tornou-se fundamentalmente agrícola, em condições geográficas adversas. Grande parte da sua população, de cerca de 23 milhões de habitantes, depende do auxílio humanitário de outros países para não morrer de fome.
Já a Coréia do Sul, que viveu sob ditaduras militares de direita dos anos 1960 até o fim dos anos 1980, evoluiu em direção à democracia, ao mesmo tempo em que - promovendo uma revolução educacional - tornou-se um país altamente industrializado e rico, ingressando no grupo de países conhecidos como Tigres Asiáticos.
A relação entre as duas Coréias conheceu momentos de distensão ao longo desse período que vem do fim da guerra aos dias de hoje, embora diversas crises tenham ocorrido esporadicamente. Os dois países aderiram à ONU em 1991 e assinaram tratados de desnuclearização da península. Chantagem nuclear da Coréia do NorteDesde 1998, entretanto, tornou-se fato notório que a Coréia do Norte desenvolvia um programa nuclear com fins militares. Na verdade, o governo de Pyongyang passou a usar a ameaça atômica como elemento de barganha para angariar recursos e auxílio econômico, provenientes principalmente da Coréia do Sul e do Japão, os alvos mais próximos e prováveis de um ataque norte-coreano.
Ao longo da década de 1990 e no início da década de 2000, os Estados Unidos procuraram conter diplomaticamente a corrida armamentista da Coréia do Norte, embora sua política tenha apresentado inflexões mais brandas ou agressivas, durante os governos de Bill Clinton (1993-2000) e George W. Bush (2001-2008).
Por enquanto, os desdobramentos do episódio do teste nuclear de 9 de outubro de 2006 são imprevisíveis. Os países que integram o Conselho de Segurança da ONU, formado por cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China) e dez eleitos para atuar por dois anos, deliberam sobre que medidas tomar para conter a Coréia do Norte e evitar uma guerra.
Os norte-coreanos afirmam que farão mais testes nucleares e ameaçam reagir a quaisquer retaliações. A sorte está lançada: a paz no Sudeste asiático está mais uma vez em jogo. Liberdade de imprensa ameaçada na América LatinaNuma ação raramente vista em regimes democráticos, cerca de 200 fiscais da Receita Federal argentina ocuparam, no dia 10 de setembro de 2009, a sede do Clarín, principal jornal do país. A operação foi interpretada como uma tentativa de intimidação contra opositores da presidente Cristina Kirchner. (Direto ao ponto: Ficha-resumo)
O incidente chamou a atenção da mídia internacional para os recentes ataques à liberdade de imprensa na América Latina. A relação entre governos e meios de comunicação nunca esteve tão tensa desde a queda das ditaduras militares na região, há mais de vinte anos.
Na Argentina, imprensa e Poder Executivo trocam acusações desde que Néstor e Cristina Kirchner chegaram ao poder em 2003. O casal reage às críticas acusando a mídia de "golpista", evita entrevistas coletivas a jornalistas e direciona a publicidade oficial do governo para veículos de comunicação aliados, em detrimento dos demais.
A briga com o Clarín, o mais poderoso conglomerado de comunicação do país, começou há um ano. O governo nega a tentativa de intimidação. A blitz teria como objetivo verificar denúncias de irregularidades fiscais e trabalhistas na empresa. Naquele mesmo dia, porém, o jornal havia publicado uma reportagem que acusava um órgão ligado à Receita de irregularidades.
Soma-se a isso o fato de a presidente tentar aprovar no Congresso argentino uma nova Lei dos Meios Audiovisuais que amplia os poderes do Estado sobre os meios de comunicação eletrônicos na Argentina, criando uma cota de 33% dos canais de TV para o setor privado. O restante seria dividido entre poder público, Organizações Não Governamentais (ONGs), sindicatos, universidades e igrejas.
Um dos pontos mais polêmicos do projeto permitia a entrada de empresas de telefonia no mercado de TV a cabo, que atualmente é liderado pelo Grupo Clarín. Cedendo às pressões da oposição, a presidente decidiu retirar o item. A manobra visa acelerar a aprovação antes de 10 de dezembro, quando assumem os novos parlamentares eleitos em junho e o governo perde a maioria no Congresso.
A Casa Rosada, sede do Executivo argentino, alega que a finalidade da nova lei é acabar com o monopólio dos veículos de comunicação. Nos bastidores, o casal Kirchner e o Grupo Clarín disputam o mercado bilionário das telecomunicações. ChávezA despeito dos interesses econômicos envolvidos, a liberdade de imprensa é uma peça essencial para o bom funcionamento das democracias. Somente uma imprensa independente, livre de interferências políticas ou econômicas, pode contribuir para fiscalizar os poderes. Por essa razão, regimes ditatoriais sempre controlam e censuram meios de comunicação, como ocorre em Cuba, Coréia do Norte, China e Irã.
Na América Latina, países como o Brasil viveram décadas sob ditaduras militares, período em que a censura era institucionalizada. O processo de redemocratização, porém, não impediu que uma corrente ideológica de esquerda, liderada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, investisse contra a imprensa.
Em 2007, Chávez não renovou a concessão da emissora de TV Rádio Caracas Televisão (RCTV), uma das mais tradicionais da Venezuela, pois a emissora fazia oposição ao governo e teria apoiado uma tentativa de golpe de Estado em abril de 2002. A decisão do presidente, que levou ao fim das transmissões abertas da rede de TV, foi criticada por organismos internacionais e parlamentos da região.
Mais recentemente, Chávez anunciou que fecharia outro canal de TV, a Globovisión, a quem acusa de promover "terrorismo midiático". O presidente venezuelano também pediu a abertura de processos administrativos contra 50 das 240 emissoras privadas de rádio do país. Equador e BolíviaProcedimentos semelhantes contra a imprensa foram recentemente empregados pelos aliados de Chávez: o presidente equatoriano Rafael Correa e o boliviano Evo Morales.
No Equador, o presidente reeleito abriu nova frente de controle do conteúdo da imprensa com o projeto que instaura um conselho de fiscalização. De acordo com esse projeto, elaborado pela base aliada do governo, jornais, rádios e TVs fariam um registro obrigatório para obter licença provisória de funcionamento, válida por um ano.
Na Bolívia, é cada vez maior a intervenção do Executivo nos veículos de comunicação e os investimentos em órgãos oficiais de imprensa. Morales também processou o jornal La Prensa, da capital, que publicou em dezembro do ano passado uma reportagem que ligava o presidente a um suposto caso de corrupção.
Há mais casos relatados de censura e coerção a órgãos de imprensa na América Central, em Honduras e na Nicarágua, incluindo fechamento de empresas de comunicação e ameaças a jornalistas. BrasilNo Brasil, ao contrário das demais nações da América Latina, partiram do Poder Judiciário os últimos ataques à liberdade de imprensa. O caso mais emblemático envolve o jornal O Estado de S. Paulo, que há quase 50 dias está sob censura prévia por determinação judicial.
No dia 31 de julho de 2009, o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proibiu o jornal e o site de publicarem matérias sobre a "Operação Boi Barrica", da Polícia Federal, atendendo a recurso da defesa do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP). A justificação pelo ato de censura prévia era de que o jornal havia divulgado informações sobre a investigação que envolve o empresário, protegidas por sigilo judicial.
Ainda que o ato seja depois revogado por instâncias superiores de Justiça, pois contraria a própria Constituição brasileira, tem sido cada vez mais comum no Brasil a tentativa de silenciar jornalistas por meio do Poder Judiciário.
Outro caso recente de censura prévia envolveu o colunista José Simão, do jornal Folha de S. Paulo, proibido, em julho de 2009, pela Justiça do Rio de Janeiro de associar o nome da atriz Juliana Paes à personagem que interpretava na novela Caminho das Índias, da TV Globo. A decisão foi revogada no dia 11 de setembro do mesmo ano.
A mesma Folha foi alvo de 107 processos movidos pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) contra reportagem publicada em 15 de dezembro de 2007, que descrevia o funcionamento empresarial da igreja.
Em 2009, o deputado Edmar Moreira (PR-MG), que ficou conhecido depois de colocar à venda um castelo no interior de Minas Gerais, moveu 44 processos contra alguns dos principais jornais, revistas e TVs do país, pedindo indenizações por danos morais. Tais processos têm efeitos ainda mais coercitivos contra empresas menores, como jornais de pequeno e médio porte, que não possuem condições financeiras para sustentar ações dispendiosas.
Seja pela aquisição de veículos de comunicação, atos administrativos, distribuição controlada de publicidade oficial, projetos de leis, processos na Justiça ou violência, a tentativa de calar os opositores e impedir o exercício crítico e investigatório da imprensa na América Latina corre o risco de manchar a histórica luta pela democratização do continente. |
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